quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Trovador Solitário

Renato Russo – cantor e compositor Brasileiro – O Trovador Solitário
Numa atuação perguntou ao publico:
“Alguém aí já sofreu por um amor verdadeiro?”
A plateia respondeu que: “jáááááá…”
Renato Russo disse: “Errado!!! Amor verdadeiro nunca te vai fazer sofrer, pois quem ama CUIDA, não magoa e não dececiona… Não busques pessoas perfeitas, porque não somos. Busquem apenas pessoas que te VALORIZEM.”

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Carpe Diem

À muitos anos atrás, quando ainda o meu empenho e dedicação eram os resultados avaliados pelo numero de vendas ou do modo como ensinava e formava outras pessoas a fazerem o mesmo, aprendi um palavrão que inicialmente não percebi muito bem. Como tal apliquei-o no contexto que me foi apresentado.
Carpe Diem – Colhe o dia. Vive-o de forma a obter prazer.
Hoje a interpretação do seu  significado, tem um valor muito mais abrangente.
Recebo pessoas e até mesmo fora do escritório, questionam-me sobre o não saberem o que querem da vida. Pessoas que de certa forma se sentem perdidas ou desorientadas na sua vida.
A representatividade de ter-se um propósito de vida perdeu-se no tumulto do seu dia a dia. A falta de realização e perspetiva de vida mais completa, conduz essas mesmas pessoas a um sentimento de frustração, angustia, desilusão, passando por vezes a questionar o seu significado de vida.
Empresarialmente estamos habituados a lidar com 3 pontos que definem, de certa forma, a continuação da caminhada, no mundo dos negócios: Missão, Visão e Valores.
São aqueles pontos que todas as pessoas seguem, (ou deveriam seguir), as que estão inseridos naquela organização.
Mas quando toca a pessoas (ser humano individual), estes fatores são entendidos como não fazendo parte deles, pois não são empresas, mas sim pessoas.
Será que as empresas só existem porque lá trabalham pessoas? Essas pessoas, lá, seguem essa perspetiva? Porque não fazer o mesmo em casa? Com o seu marido/esposa/filho(s)? com os seus Amigos?
Levanta-se de manha. Arranja-se. Sai de casa e vai para o trabalho/emprego de carro ou de transportes públicos. Chega ao local e são sempre as mesmas pessoas. Os mesmos bons dias. A mesma hora do café da manha. A mesma hora do almoço. O mesmo café da tarde. O mesmo regresso a cas com as mesmas situações afazer, resolver ou a tratar.
Não lhe dá vontade de dizer: CHEGA!
Uma pessoa me perguntou: “Então quer dizer que devo mudar de emprego? Nos tempos em que estamos? Ate parece que não sabe qual o numero de desempregados! Quer que eu seja mais um? O que acha que faça?
Com muita calma aconselhei a respirar fundo e convidei-a vir para junto da janela do escritório, e perguntei-lhe: “O que quereria que fosse diferente?”
Olhando a cidade do Porto lá no fundo, começa a relatar-me, enquanto eu escrevia.
No fim, de regresso a onde estávamos anteriormente, questionei-a: “Que proveito tira do seu dia a dia?
“Proveito?”
“As suas rotinas são evidentes, desde que se levanta até que se deita.
Mas quando acorda de manha, dá sempre um beijo apaixonado ao seu conjugue?
Enquanto se arranja para ir trabalhar, tem musica a acompanhar o seu ritmo? Ou está a cantarolar?
Quando se olha ao espelho, enquanto se arranja, dá um sorriso a si mesma? E diz a si mesma, hoje estou muito bonita?
Quando vai de transportes públicos e as pessoas serem quase as mesmas, costuma dar um sorriso ou cumprimenta-as? Dando-lhes um: “Bom Dia”? E ao motorista?
Quando vai de carro, e alguém lhe fornece a passagem, agradece-lhe acompanhado de um sorriso? Ou ainda lhes diz: “Estava a ver que não era para hoje!” Costuma ir a discutir com os outros? Costuma ouvir musica e canta ao mesmo tempo e diverte-se durante a viagem? Ou nem liga musica ou nem se apercebe que o radio ou o cd estava ligado?
Quando chega ao seu local de trabalho e encontra os seu colegas, dá-lhes um “Bom Dia” com um sorriso ou com indiferença?
Toma o seu café da manha, almoço e o da tarde, com prazer e saboreia-o? Ou já o faz inconscientemente e é aquela a hora que tem de o fazer?
Quando sai do seu trabalho, costuma dizer: “Até amanha” com alegria ou por obrigação? Já alguma vez experimentou dizer: “Até Amanha. Uma excelente noite”?
Quando chega a casa, se já lá está a família ou quando ela chega, dá-lhes um beijo apaixonado ou de saudade? Ou porque já é um habito? Já alguma vez, quando lhes dá um beijo, experimentou ser seguido de um abraço? Já fez isso? Porque deixou de o fazer? Que feedback obtinha nessa altura?
Que feedback acha que teria, se adotasse um comportamento diferente? Se tudo o que fizer partisse de uma perspetiva diferente?
Que resultados receberia dos outros?
Como se sentiria você?
Sugestão: Não desperdice cada dia da sua vida. Cada sorriso, beijo ou abraço que não der hoje, não vai conseguir voltar atrás. E o de amanha só a ele lhe pertence.
Olhe por si e vai estar a partilhar muito mais com os outros. Garantidamente alguém vai segui-la/o e a autoestima de ambos vai aumentar. Se alguém não lhe retribuir, é porque ainda ninguém lhe mostrou a importância de aproveitar esse momento. Ou ainda não leu este texto.
A vida é feita de momentos e cada um que perca ou desperdice da pior forma, nada vai conseguir fazer regressa-lo. Se perdeu esse momento, aprenda com isso e aproveite da melhor forma já amanha, daqui a umas horas, no minuto seguinte.
Lembre-se que só se vive uma vez e cada momento é único.